Publicado por: wainertoni | 23/04/2010

Tecnologia ajuda?

Vivemos um momento especial nos últimos anos, onde as coisas de um modo geral andam cada vez mais rápidas e as pessoas se desdobram para acelerar seu ritmo.

Tentamos encontrar mais tempo para fazer tudo aquilo que está em voga, desde usar mecanismos como Twitter, até smartphones, notebooks, tablets, consoles de games e por aí vai. A necessidade do ser humano em socializar vem desde o tempo em que vivíamos em cavernas, mas está tomando outros rumos agora. Mídias sociais entre outras novas tecnologias, que por um lado aproximam pessoas nesse mundo globalizado, por outro estão contribuindo para que estas se distanciem umas das outras. Isso mesmo, lhe pareceu estranho? A frase está correta mesmo, não foi engano de digitação…É o aumento do impessoal!

Podemos hoje falar com um familiar ou um amigo do outro lado do mundo, quase no momento que desejamos, mas como tratarmos uns aos outros frente a frente?

Thinking Robot Os protocolos de comportamento são outros no mundo virtual e muitas vezes até parecemos usar outra língua, nestes momentos em que nos socializamos através do uso da tecnologia. Quem nunca leu uma mensagem instantânea da geração Y? Até parece que estão falando em código, não?! 🙂

Mas brincadeiras postas à parte, temos um sério vazio acontecendo entre pessoas e talvez esse não possa ser preenchido com o uso de todos aqueles novos gadgets que compramos, ou através do uso de nenhuma mídia social.

Se alguma vez já pensou nisso, também deve ter se perguntado: Até que ponto a tecnologia ajuda?

Bem em minha opinião, tecnologia é benéfica se usada adequadamente, ou seja, sem excessos. Já ouviu alguém dizer que tudo que é demais sobra? Buscar o equilíbrio em tudo o que fazemos talvez seja o grande segredo. Segredo este ignorado muitas vezes nos dias em que vivemos hoje. O sistema de “coisas” foi criado por nós, e somos quem o alimentamos e movimentamos, por isso somos os únicos prejudicados ou beneficiados.

Mas até quando iremos acelerar o ritmo? E perceber que existem limites impostos pela própria natureza humana e que deixamos coisas simples e importantes, de lado como o convívio com a família em prol da “correria”. Buscar novas maneiras de fazer as coisas, inovar, criar, tudo isso é maravilhoso e resolve inúmeros problemas, mas vale lembrar que a cada nova tecnologia ou variável nova introduzida, novos problemas surgem juntamente com as mesmas.

Não estou dizendo que devemos sentar e não fazer nada, para que não surjam novos problemas, não é isso. Mas sim que devemos refletir e dosar o uso de meios virtuais em nossas vidas e relacionamentos. Evitar esse fenômeno de enclausuramento crescente, em que andamos no carro totalmente fechado, ficamos em casa com esta cheia de grades e ainda nos relacionamos através da internet para manter sempre essa camada protetora e distante do outro. Definitivamente enclausurados, seguros, talvez…Ou apenas mais sozinhos.

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Responses

  1. Wainer, essa é uma grande reflexão que deve ser feita em tempos de números e mais números.
    Se você diz que está no Twitter, a próxima pergunta é: “Quantos seguidores você tem?”. Se mudou de empresa, o que passa na cabeça da outra pessoa é “Quanto será que ele ganha?”, e por aí afora.

    Felizmente, acredito que estamos muito próximos de um movimento de humanização. Até porque estamos muito próximos do limite da “desumanização”; e considerando que e história é cíclica, há esperança de um retorno à valorização do ser humano.

    Pessoas como você e o Carneiro já estão percebendo isso (veja em http://www.resellerweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=70).
    Aqueles na vanguarda já entenderam que os números não levam tão longe quanto eles pensam (assista “Amor sem escalas”).
    Estas pessoas darão o pontapé inicial ao “Renascimento do Humanismo”.
    Zen demais? 😉

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    • Palma, obrigado por sua contribuição valorosa. Espero que esse “Renascimento do Humanismo” esteja prestes a acontecer para que possamos ver a geração y já aproveitando desse novo e sadio ambiente. Abraços.

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