Estão aparecendo diversas opções de tablet ainda esse ano, e até as empresas que a princípio haviam desistido, face o sucesso de vendas do iPad, resolveram lançar o seu. Como exemplo podemos citar o Galaxy Tab da Samsung, o BlackBerry PlayBook da RIM e o Slate da HP.
Analistas financeiros apontam que talvez a melhor estratégia não fosse entrar em confronto direto com a Apple nesse caso, mas caminhar em paralelo com a mesma. O que de fato não parece estar sendo a estratégia de nenhum de seus competidores.
Nesse mercado cada vez mais competitivo era de se esperar uma vantagem razoável para quem chega primeiro, ou seja, lançar algo conceitualmente novo, inovar. E quando digo inovar, não quero dizer criar algo que não existe, totalmente novo, mas saber unir coisas já existentes de uma maneira diferente, inusitada até então.
Veja por exemplo o lançamento do iPhone, foi uma proposta inovadora e até hoje se mantém à frente de seus concorrentes. E mesmo após os lançamentos dos chamados “iPhone Killer”, o iPhone continua na preferência de muitos usuários, mudando o equilíbrio ou domínio de mercado até então. Tudo indica ainda, que a história se repetirá com o iPad.
Alguns detalhes são os principais alvos das inflamadas discussões, entre os modelos de tablet, como a falta de suporte ao padrão Flash da Adobe com a Apple apostando no padrão HTML5, ou a diferença de peso entre eles, ou ainda a pouca memória RAM do iPad, entre outras coisas. Surgem comparações de hardware como essa, quase inevitáveis em grupos de pessoas ligadas à tecnologia. Mas até onde isso realmente importa, para a grande maioria que vem comprando esses milhões de iPad?
De fato, voltemos ao exemplo dos smartphones para que as coisas fiquem mais claras. Fui um usuário de produtos Nokia durante mais de 20 anos, e mesmo já utilizando recursos que ainda hoje são novidades em um iPhone, tais como o celular como modem 3G ou uma camera de boa qualidade, acabei por adotar o iPhone em meu dia a dia.
Mas você deve estar se perguntando: Se ele tinha um smartphone mais sofisticado em termos de recursos porque o relegou a um segundo plano? E a resposta é simples, experiência do usuário!
O uso intuitivo da plataforma Symbiam, utilizada amplamente pela Nokia em seus celulares, fica prejudicado uma vez que na hora de acessar recursos multimídia temos uma tela menor, em um celular maior e que não é tão responsiva aos meus comandos. Como ampliar as funcionalidades de meu smartphone, se para isso tenho que garimpar horas na internet em busca de novos programas?
E ainda sofrer a cada atualização de firmware, que introduz mais bugs do que correções, não é lá muito agradável mesmo para quem trabalha com tecnologia…Mesmo quando esta é necessária na melhoria ou obtenção de novas funcionalidades no aparelho.
Não estou dizendo que o iPhone ou os produtos da Apple são perfeitos, longe disso, mas uma coisa é certa. Eles são extremamente agradáveis de usar e com design excelente.
Não é a toa que inúmeras pessoas de gerações anteriores a nossa, e que muitas vezes nem usam um computador por medo, tenham adotado a plataforma tablet com o lançamento do iPad.
Na minha opinião, este é o grande diferencial. Fazer um produto fácil e agradável de se usar e não um hardware extremamente robusto, que talvez seja de interesse de poucos aficionados de tecnologia. São maneiras diferentes de se enxergar uma mesma oportunidade de negócio. E nesse quesito o iPad está realmente à frente dos demais.
Devemos enxergar a plataforma Tablet, que é muito mais do que só o hardware em si, mas todo o ecossistema que irá suportar seu uso pelas pessoas. Seu sistema operacional, sua loja de aplicações e os conteúdos disponibilizados pelos parceiros de negócio do fabricante, tais como revistas, livros e jornais. Pois para obter o máximo de seu equipamento tudo isso fará a diferença, a facilidade ou a dificuldade em seu dia a dia.
E uma coisa é certa, nós usuários fomos beneficiados com uma nova maneira de obter e difundir o conhecimento, que poderá ser mais abrangente ainda, quando os preços se tornarem mais competitivos e ao alcance de todos.
desktop, logo vinha à mente a imagem de um PC, como aqueles popularizados na década de 80 que se tornaram padrão de mercado, e com os mais variados sabores de configuração, esta que dependia do poder aquisitivo de cada um.
Imagine poder acessar suas aplicações e documentos não importando onde esteja, ou mesmo, qual dispositivo tenha em mãos.