Publicado por: wainertoni | 04/10/2010

Existe um Tablet ideal?

Estão aparecendo diversas opções de tablet ainda esse ano, e até as empresas que a princípio haviam desistido, face o sucesso de vendas do iPad, resolveram lançar o seu. Como exemplo podemos citar o Galaxy Tab da Samsung, o BlackBerry PlayBook da RIM e o Slate da HP.

Tablets

Analistas financeiros apontam que talvez a melhor estratégia não fosse entrar em confronto direto com a Apple nesse caso, mas caminhar em paralelo com a mesma. O que de fato não parece estar sendo a estratégia de nenhum de seus competidores.

Nesse mercado cada vez mais competitivo era de se esperar uma vantagem razoável para quem chega primeiro, ou seja, lançar algo conceitualmente novo, inovar. E quando digo inovar, não quero dizer criar algo que não existe, totalmente novo, mas saber unir coisas já existentes de uma maneira diferente, inusitada até então.

Veja por exemplo o lançamento do iPhone, foi uma proposta inovadora e até hoje se mantém à frente de seus concorrentes. E mesmo após os lançamentos dos chamados “iPhone Killer”, o iPhone continua na preferência de muitos usuários, mudando o equilíbrio ou domínio de mercado até então. Tudo indica ainda, que a história se repetirá com o iPad.

Alguns detalhes são os principais alvos das inflamadas discussões, entre os modelos de tablet, como a falta de suporte ao padrão Flash da Adobe com a Apple apostando no padrão HTML5, ou a diferença de peso entre eles, ou ainda a pouca memória RAM do iPad, entre outras coisas. Surgem comparações de hardware como essa, quase inevitáveis em grupos de pessoas ligadas à tecnologia. Mas até onde isso realmente importa, para a grande maioria que vem comprando esses milhões de iPad?

ipadgalaxy3

De fato, voltemos ao exemplo dos smartphones para que as coisas fiquem mais claras. Fui um usuário de produtos Nokia durante mais de 20 anos, e mesmo já utilizando recursos que ainda hoje são novidades em um iPhone, tais como o celular como modem 3G ou uma camera de boa qualidade, acabei por adotar o iPhone em meu dia a dia.

Mas você deve estar se perguntando: Se ele tinha um smartphone mais sofisticado em termos de recursos porque o relegou a um segundo plano? E a resposta é simples, experiência do usuário!
O uso intuitivo da plataforma Symbiam, utilizada amplamente pela Nokia em seus celulares, fica prejudicado uma vez que na hora de acessar recursos multimídia temos uma tela menor, em um celular maior e que não é tão responsiva aos meus comandos. Como ampliar as funcionalidades de meu smartphone, se para isso tenho que garimpar horas na internet em busca de novos programas?

E ainda sofrer a cada atualização de firmware, que introduz mais bugs do que correções, não é lá muito agradável mesmo para quem trabalha com tecnologia…Mesmo quando esta é necessária na melhoria ou obtenção de novas funcionalidades no aparelho.

Não estou dizendo que o iPhone ou os produtos da Apple são perfeitos, longe disso, mas uma coisa é certa. Eles são extremamente agradáveis de usar e com design excelente.

Não é a toa que inúmeras pessoas de gerações anteriores a nossa, e que muitas vezes nem usam um computador por medo, tenham adotado a plataforma tablet com o lançamento do iPad.

Na minha opinião, este é o grande diferencial. Fazer um produto fácil e agradável de se usar e não um hardware extremamente robusto, que talvez seja de interesse de poucos aficionados de tecnologia. São maneiras diferentes de se enxergar uma mesma oportunidade de negócio. E nesse quesito o iPad está realmente à frente dos demais.

Devemos enxergar a plataforma Tablet, que é muito mais do que só o hardware em si, mas todo o ecossistema que irá suportar seu uso pelas pessoas. Seu sistema operacional, sua loja de aplicações e os conteúdos disponibilizados pelos parceiros de negócio do fabricante, tais como revistas, livros e jornais. Pois para obter o máximo de seu equipamento tudo isso fará a diferença, a facilidade ou a dificuldade em seu dia a dia.

E uma coisa é certa, nós usuários fomos beneficiados com uma nova maneira de obter e difundir o conhecimento, que poderá ser mais abrangente ainda, quando os preços se tornarem mais competitivos e ao alcance de todos.

Publicado por: wainertoni | 28/09/2010

Experiências e Dicas: iPhone 4

iPhone 4 Muito tem se falado de smartphones ultimamente, as notícias são tantas que chegam a ser repetitivas. Não foi diferente com o lançamento do novo iPhone da Apple, o modelo que chega a sua 4a geração.

Estive presente na loja da TIM, do Shopping Eldorado, durante o lançamento e pude ver a multidão que esperava por mais de 5 horas o início das vendas. Quase 500 pessoas, para pouco mais de 200 aparelhos disponíveis na loja, mas o fato mais marcante foi o sorteio de um iPhone 4 de 16GB, que premiou um dos “otimistas” que se encontrava no final da fila com o número 475.

Como um aficionado de tecnologia móvel que sou, não poderia aguardar o tão bem recebido lançamento no Brasil, que como sempre ficou para o final da lista de países agraciados pela Apple. Foi durante minhas férias, que não resisti e acabei por comprar um, em Orlando na Flórida, mesmo contra os conselhos de alguns como o Blog do iPhone.

Vocês devem estar se perguntando: Mas vale a pena comprar fora do meu país? Qual a diferença de preço entre USA e Brasil? Qual o custo para o desbloqueio do aparelho? O Jailbreak é ilegal? Onde comprar nos USA?

Bem, nem todas as respostas são as mesmas para todos, algumas variam de acordo com seu perfil, mas vamos lá.

Com relação a valer ou não a pena, em minha opinião valeria sim, desde que você ainda não tivesse o mesmo disponível no Brasil, ou se aqui também o tivéssemos bloqueado para determinada operadora. Só há uma ressalva a fazer, não verifiquei qualquer problema de antena no aparelho americano, já no brasileiro esse foi bem perceptível.

Já com relação ao preço, você tem duas opções de aparelho o de 16GB e o de 32GB. Como você não mora nos USA, deve comprar sem contrato, ou seja, sem vínculo com a AT&T, que é a única operadora que têm acordo com a Apple. Este custo fica em US$599.00 para o de 16GB e US$699.00 para o de 32GB mais o imposto, que varia de cidade para cidade e gira entre 6 a 10%. Com isso note que o preço fica muito próximo ao praticado no Brasil e ainda com a desvantagem de ser pago à vista. O aparelho para quem não sabe, só é oferecido na cor preta por enquanto.

Neste ponto alguns de vocês devem estar se perguntando: Mas porque você comprou nos USA então? Comprei porque em Julho desse ano o aparelho não estava disponível no Brasil, e nem havia uma previsão de seu lançamento oficial.

E o desbloqueio tem custo? Na verdade ele pode ser feito por você mesmo, usuário comum ou geek, utilizando um site chamado www.jailbreakme.com diretamente do Safari JailbreakMeno aparelho, sem qualquer complicação. Em seguida, através do ícone Cydia que será acrescentado na tela do seu celular, basta instalar o ultrasn0w 1.1-1 e pronto, seu aparelho estará desbloqueado e pronto para ser usado com qualquer operadora. Mas isso só vale para as pessoas que tiverem a sorte de comprar um aparelho que venha com o iOS 4.0.1, o que não é fácil de acontecer atualmente. Caso contrário você terá que aguardar por um tempo indefinido ainda. E seu iPhone se tornará um iPod somente. Você pode verificar se o desbloqueio para sua versão de iOS está disponível pelo site www.jailbreakmatrix.com.

Todo o processo de desbloqueio é fácil, mas note que se você é um usuário que não tem tanta afinidade com “bits e bytes”, o melhor é pedir ajuda para alguém ou optar por comprar um aqui no Brasil mesmo. Isso porque a manutenção do desbloqueio pode também não ser uma coisa tão trivial assim.

O processo de Jailbreak é totalmente legal, segundo parecer recente da justiça americana, mas ele só lhe permite a instalação de aplicações de outras fontes como o Cydia, adicionais a Apple Store. Instalar aplicações que compre a partir de outras fontes e não somente da Apple Store é um direito do dono do aparelho, mas nesse não se inclui a instalação de aplicações piratas de algumas fontes existentes.

Quanto à compra do aparelho esta pode ser feita em qualquer loja Apple, mas limitada a duas unidades por pessoa, quando adquiridas sem contrato. As lojas Best Buy e Walmart estavam sem qualquer estoque até mês passado.

Outra coisa interessante que vem ocorrendo são os problemas com o Facetime, este recurso tão especial e cobiçado vem apresentando problemas em sua ativação, tanto para os aparelhos americanos desbloqueados através do JailbreakMe, como pelos vendidos aqui sem bloqueio por parte do fabricante. E aí vão mais algumas dicas.

O Facetime só é ativado caso o iPhone reconheça seu número e para isso você precisa da atualização das configurações de sua operadora. Se a operadora que você usa for TIM e seu telefone é americano já desbloqueado, basta você acionar o ícone Settings, item General e em seguida About. Você receberá então um mensagem de que existe atualização de sua operadora, aceite-a e em seguida, com o aparelho ligado remova o microSim por alguns segundos e o recoloque. Você verá que no item Carrier a mensagem mudará de AT&T 7.0 para TIM 7.1. Basta  então ativar o Facetime através do ícone Settings, acionar o item Phone e ligar a opção do Facetime. Nesse momento seu aparelho enviará um SMS internacional para um servidor da Apple para ativar o recurso, e portanto você deve ter acesso a esse serviço, caso contrário não terá sucesso em sua ativação. O custo desse SMS na TIM para um cliente pós-pago gira em torno de R$1,38.

Os usuários da Vivo com telefones desbloqueados vendidos no Brasil estão enfrentando problemas depois de atualizadas as configurações de 8.0 para 8.1, portanto não as atualize ainda se seu aparelho comprado nessa operadora já vier com a versão Vivo 8.0.

Bom divertimento a todos e até a próxima!

Publicado por: wainertoni | 23/04/2010

Tecnologia ajuda?

Vivemos um momento especial nos últimos anos, onde as coisas de um modo geral andam cada vez mais rápidas e as pessoas se desdobram para acelerar seu ritmo.

Tentamos encontrar mais tempo para fazer tudo aquilo que está em voga, desde usar mecanismos como Twitter, até smartphones, notebooks, tablets, consoles de games e por aí vai. A necessidade do ser humano em socializar vem desde o tempo em que vivíamos em cavernas, mas está tomando outros rumos agora. Mídias sociais entre outras novas tecnologias, que por um lado aproximam pessoas nesse mundo globalizado, por outro estão contribuindo para que estas se distanciam umas das outras. Isso mesmo, lhe pareceu estranho? A frase está correta mesmo, não foi engano de digitação…É o aumento do impessoal!

Podemos hoje falar com um familiar ou um amigo do outro lado do mundo, quase no momento que desejamos, mas como tratarmos uns aos outros frente a frente?

Thinking Robot Os protocolos de comportamento são outros no mundo virtual e muitas vezes até parecemos usar outra língua, nestes momentos em que nos socializamos através do uso da tecnologia. Quem nunca leu uma mensagem instantânea da geração Y? Até parece que estão falando em código, não?! :)

Mas brincadeiras postas à parte, temos um sério vazio acontecendo entre pessoas e talvez esse não possa ser preenchido com o uso de todos aqueles novos gadgets que compramos, ou através do uso de nenhuma mídia social.

Se alguma vez já pensou nisso, também deve ter se perguntado: Até que ponto a tecnologia ajuda?

Bem em minha opinião, tecnologia é benéfica se usada adequadamente, ou seja, sem excessos. Já ouviu alguém dizer que tudo que é demais sobra? Buscar o equilíbrio em tudo o que fazemos talvez seja o grande segredo. Segredo este ignorado muitas vezes nos dias em que vivemos hoje. O sistema de “coisas” foi criado por nós, e somos quem o alimentamos e movimentamos, por isso somos os únicos prejudicados ou beneficiados.

Mas até quando iremos acelerar o ritmo? E perceber que existem limites impostos pela própria natureza humana e que deixamos coisas simples e importantes, de lado como o convívio com a família em prol da “correria”. Buscar novas maneiras de fazer as coisas, inovar, criar, tudo isso é maravilhoso e resolve inúmeros problemas, mas vale lembrar que a cada nova tecnologia ou variável nova introduzida, novos problemas surgem juntamente com as mesmas.

Não estou dizendo que devemos sentar e não fazer nada, para que não surjam novos problemas, não é isso. Mas sim que devemos refletir e dosar o uso de meios virtuais em nossas vidas e relacionamentos. Evitar esse fenômeno de enclausuramento crescente, em que andamos no carro totalmente fechado, ficamos em casa com esta cheia de grades e ainda nos relacionamos através da internet para manter sempre essa camada protetora e distante do outro. Definitivamente enclausurados, seguros, talvez…Ou apenas mais sozinhos.

Publicado por: wainertoni | 29/03/2010

Por que Green?

Talvez muitos ainda se perguntem e pensem: Porque tanto alarde com o tema Green? Green isso, Green aquilo, isso é mais um modismo para as empresas venderem seus produtos!

Em parte podem ter razão, mas a raiz da questão é muito mais séria do que parece a primeira vista. Primeiro, a questão de buscar soluções, produtos, serviços de empresas que se preocupem e colaborem para a chamada iniciativa Green, deve ser encarada hoje não somente para melhorar a imagem de sua empresa, passando a figurar na lista das que tem responsabilidade sócio-ambiental, mas antes disso para manter a sustentabilidade de nosso planeta. E como conseqüência e principal motivador, trazer benefícios financeiros à sua empresa, ou seja, redução de custos operacionais.

Não adianta nos enganarmos, acreditando que a adesão a essa moda seria somente pelo bem do ambiental, mas o que muitos não sabem é que podemos sim, fazer as coisas de novas formas, obtendo ainda benefícios financeiros com isso.

Você deve estar se perguntando: Mas afinal, o que a tecnologia tem haver com tudo isso? Na verdade tudo, ou quase tudo.

Podemos fazer uso de novas tecnologias, que produzem mais gastando menos energia, transformando assim nosso IT no tão aclamado Green IT. Buscar novas soluções de hardware, software e serviços, que nos ajudem a ter um datacenter mais eficiente. E ainda ir além, nos preocupando com todo o tipo de desperdício encontrado não só em nossa empresa, e fazer uso dessa mesma tecnologia para conseguir melhores resultados e tornar nosso planeta mais inteligente e sustentável.

 

O que muitos não sabem, ou simplesmente não se deram conta, é que na maioria das vezes, os projetos de IT tem seu investimento pago somente pela economia de energia obtida! Fazendo uso não só de equipamentos que são mais eficientes, que consomem menos energia e dissipam menos calor, mas também de serviços tais como: consolidação de servidores e desktops e da tecnologia de virtualização.

Consolidando servidores e desktops você estará reduzindo em muito seus custos, em função  da redução do número de equipamentos necessários para suportar seu ambiente, bem da substituição daqueles já obsoletos, e que em geral geram elevados custos de manutenção. Utilizando a virtualização como sua aliada, sempre que possível, fará com que aumente ainda mais o percentual de utilização de cada servidor físico proporcionando o uso mais efetivo de cada centavo investido na aquisição desses.

No Brasil, além da escassez de energia já ser uma realidade, temos ainda o agravante dos custos subirem muito mais que em outras partes do mundo, como pode ser ilustrado na figura abaixo:

image

Isso só demonstra que de fato o consumo de energia elétrica deve ser ainda mais consciente e reduzido. E que devemos ter como uma de nossas metas, o controle do consumo de energia envolvido no funcionamento e na refrigeração do ambiente de IT de nossa empresa.

Hoje diversas tecnologias nos suportam nesse controle e medição do consumo de energia, entre hardwares e softwares existentes. Vamos juntos conhecer mais sobre elas e fazer nossa parte para tornar nosso planeta mais agradável de se viver.

Quer saber mais? Deixe seu comentário!

Publicado por: wainertoni | 22/03/2010

A “Magia” do Touchscreen

A tela touchscreen não é nova, aliás, nem o tablet que a usa tampouco, mas qual o porquê de seu sucesso atual?

touchscreenEste invento, datado da segunda metade da década de 60, já é usado por nós a bastante tempo, sem que sequer notemos, como por exemplo quando usamos um caixa eletrônico ou quando fazemos o check-in em um kiosk de companhia aérea.

Essa tecnologia, que até então passava quase despercebida ao público em geral, ganhou destaque e força com o lançamento do primeiro iPhone da Apple em meados de 2007. Segundo a revista Time, que elegeu o gadget no final de 2007 como a invenção do ano, o prêmio foi atribuído não só pela beleza do equipamento, mas pelo fato de sua função touchscreen (sensível ao toque) realmente funcionar bem. Somados a possibilidade de ele abrir caminhos para telefones melhores e também ao fato de ele não ser um telefone, mas sim uma plataforma.  iphone2G

Muitas vezes inovar é isso, usar tecnologias já existentes de forma diferente e não invariavelmente obtendo uma nova solução. Nem sempre inovar é inventar ou criar algo totalmente novo, mas sim vislumbrar novas maneiras de se usar os recursos disponíveis, este é o grande diferencial.

Mas voltando ao nosso tema principal, e detalhando mais a tela sensível ao toque. Basicamente existem dois tipos de telas touchscreen, uma de tecnologia resistiva e outra capacitiva. Na tela resistiva, a resposta se dá em razão da pressão que você exerce na mesma, fazendo com que duas camadas condutivas se toquem. Isso mesmo, esse tipo de tela é composto por várias camadas, trazendo um primeiro ponto fraco, que é a dificuldade da passagem da luz, fazendo com que as mesmas sejam mais opacas e tenham seu ângulo de visão reduzido. São ainda pouco sensíveis ao toque dos dedos, tendo uma melhor resposta quando usamos um canetinha ou a unha por exemplo.

Já a tela capacitiva, a usada no iPhone desde seu lançamento, contém uma camada somente que age como um sensor, feito de um reticulado de micro fios laminados entre duas camadas de vidro. Durante o toque, uma capacitância é formada entre o dedo e o sensor reticulado e a localização deste é calculada em função da alteração das características elétricas no sensor. Conferindo a tela resposta somente ao toque de nossos dedos e não ao toque de objetos, contudo com uma sensibilidade muito melhor e que foi muito bem complementada com a tecnologia de multitouch da Apple, o que com certeza conferiu o sucesso ao smartphone. Mesmo que este ainda hoje tenha muito dos recursos desejáveis ausentes e que estão presentes há bastante tempo em outros smartphones disponíveis no mercado.

E você, já pensou o quanto esse tipo de tecnologia está contribuindo para a inclusão social de pessoas de gerações anteriores a sua?

Espere os próximos lançamentos entre tablets e iPad e me conte depois…

Publicado por: wainertoni | 18/03/2010

Redes 3G

Nokia-N95 Eu particularmente faço uso do 3G há bastante tempo, no início esse era feito através de um smartphone da Nokia, mais precisamente um N95 que eu trouxe de NY.
Assinei meu primeiro plano de dados com uma franquia de 250MB de tráfego mensal e tive minhas dúvidas quanto a este atender minhas necessidades como profissional da área de TI.

Inicialmente o maior uso era para replicar os podcasts de tecnologia, que faziam parte de minha atualização diária tanto a título profissional como pessoal. Alguns dos podcasts tinham assuntos diferentes de meu trabalho, mas os ouvi também como hobby. Descobri que podia fazer mais com meu smartphone, com recursos fantásticos para a época e resolvi passar a replicar também meus emails pessoais com ele.
Naturalmente o próximo passo foi fazer uso deste celular como modem e expandir o uso do 3G no campo profissional, navegando pela web, lendo e enviando e-mails, entre outros. Tudo estabelecendo sem qualquer problema, uma VPN através do 3G ao acessar a rede da empresa em que trabalho.

Outro recurso que antes era limitado ao uso com redes Wi-fi é o de chamadas telefônicas via VOIP, isso traz grande economia principalmente para quem costuma falar com outros países. Nos primórdios eu as fazia usando o software GIZMO em meu N95 e hoje posso fazê-las através do 3G também, e ainda com vídeo chamadas! Tudo isso usando o Fring.

Modens 3G Atualmente além da manutenção do plano dados pessoal que uso em meu novo smartphone, com os mesmos 250MB nunca ultrapassados, diga-se de passagem, tenho também um modem 3G de outra operadora, fornecido pela empresa em que trabalho e esse com plano ilimitado. Agora o uso ficou muito mais intenso e freqüente provendo a liberdade de trabalhar e me atualizar em qualquer lugar que eu esteja, é verdade que a cobertura ainda não é a ideal, mas para quem trabalha em SP como eu, isso não é muito percebido…
O problema maior ainda fica por conta do consumo de bateria, tanto no smartphone quanto no notebook, o que faz com que a disponibilidade de uma tomada elétrica próxima a mim, seja o limitador muitas vezes.

Outro fato interessante que vale citar e compartilhar:

Onde moro falta energia com freqüência e certa vez quando tivemos aquele blackout geral por causa de Furnas, o que me “salvou” tanto para obter notícias como para pagar minhas contas, foi justamente o 3G! Isso porque sem luz minha conexão de banda larga me deixou na mão e de nada adiantava ter notebooks com bateria. Para minha surpresa, ponto positivo para as operadoras de telefonia celular que fizeram a lição de casa para enfrentar os apagões…

E você como usa o 3G? Está satisfeito? Se não o 4G já está no forno…

Publicado por: wainertoni | 04/02/2010

Desktop do Futuro

 

Quando falamos sobre uma nova tecnologia, é possível que nesse momento ela já esteja obsoleta. Os avanços significativos que observamos na área da Tecnologia da Informação chegam a ser estonteantes, mesmo para quem trabalha com ela.

Não faz muito tempo que ao falarmos em IBM PC desktop, logo vinha à mente a imagem de um PC, como aqueles popularizados na década de 80 que se tornaram padrão de mercado, e com os mais variados sabores de configuração, esta que dependia do poder aquisitivo de cada um.

O PC chegou deslumbrando a todos, servindo aos negócios e aos usuários domésticos, que agora tinham o poder de processamento em suas mãos, e até o usavam como fonte de diversão. Hoje, aquele computador pessoal que deu início ao que chamamos de plataforma baixa, está deixando aos poucos de existir no mundo empresarial. O que antes parecia um extremo benefício, provendo aos usuários um ambiente gráfico, uma plataforma flexível e mais amigável, tem demonstrado nos últimos anos, ser dispendioso e ineficiente no que tange ao real aproveitamento de seus recursos computacionais.

Hoje não há sentido falar de tecnologia que não traga uma vantagem competitiva, ou que não esteja relacionada aos negócios. Sob essa ótica, percebemos que o modelo tradicional de uso do desktop, cuja área de trabalho é devidamente configurada para o acesso restrito às aplicações, já não possui um apelo como antes em função dos orçamentos cada vez mais enxutos e à necessidade de obter-se sempre mais qualidade nos serviços prestados, sejam eles internos ou externos.

De fato, as pressões por redução de custo aliadas à demanda sempre crescente nos negócios, acabaram por intensificar a busca pelo aumento da produtividade. Para obtê-la fazemos uso da mobilidade, que além de oferecer agilidade e suporte na tomada de decisão em campo é ainda favorecida pelo decréscimo do custo de conectividade à internet. Essa nova modalidade de trabalho faz surgir novas soluções específicas, que buscam cativar esse mercado consumidor em expansão. Dentre elas, está o “Desktop do Futuro”, que agora se integra a uma nova infraestrutura de TI, composto das mais variadas tecnologias.

Dentre essas tecnologias, o notebook, juntamente com as redes celulares 3G, proveem inicialmente uma alternativa de mobilidade. Porém seu custo total de propriedade ainda não difere muito se comparado ao do desktop, quando usado tradicionalmente, ou seja, onde todas as aplicações e sistema operacional estejam instalados no mesmo.

Uma segunda vertente não tão nova, o thin client, passa a ganhar força com o avanço da virtualização nos mercados corporativos, e deve aumentar sua participação nesse novo mercado. Tem a seu favor o aspecto financeiro face à economia de energia e seus baixos custos de manutenção. Esses pequenos dispositivos funcionam basicamente como um terminal de acesso a um desktop virtual ou a uma sessão onde as aplicações são virtualizadas.

A virtualização, principal tecnologia em 2009 segundo o Gartner Group, e também o alicerce da chamada tecnologia de computação em nuvem (cloud computing), tem-se expandido abrangendo servidores, aplicações, storage, tapes e desktops, não sendo mais uma opção e sim um pré-requisito às empresas que pretendem entrar nessa nova era.

Recentemente ressurgiram os chamados netbooks, dos quais a portabilidade é o maior apelo, pelo seu diminuto tamanho e extrema leveza, trazendo maior mobilidade a um preço mais atraente. Sem falar na substancial popularização do uso dos smartphones, hoje verdadeiros computadores de bolso. De fato, esses e outros dispositivos aliados às novas maneiras de acessar sua área de trabalho ou conteúdos, darão origem ao nosso “Desktop do Futuro”, que dependerá de uma infraestrutura virtual, seja ela pública ou privada. Ele deixará de ser um hardware específico, atrelado a um local qualquer, para ser um ambiente de trabalho totalmente dinâmico e acessível a todo momento.

Novas oportunidades de trabalho surgirão, tais como comercialização de serviços e softwares baseados nesse novo conceito, beneficiando não só as empresas que se ocupam da construção dessa infraestrutura virtual, mas também aos usuários que poderão fazer melhor uso do seu tempo e dos recursos computacionais.

cario2Imagine poder acessar suas aplicações e documentos não importando onde esteja, ou mesmo, qual dispositivo tenha em mãos.

Essa nova maneira de acesso ao seu desktop, onde quer que você esteja ou a partir de qualquer dispositivo, fará que seu ambiente de trabalho não esteja confinado em seu PC como antes, mas sim disponível em qualquer ocasião que você necessite, seja para negócio ou lazer. Estima-se que nos próximos cinco anos a maneira de ofertar, comprar e fazer as coisas vai ser em muito alterada.

O futuro está no método de acesso e não na propriedade! Um novo paradigma está para ser quebrado, e quem não pegar essa “onda” vai acabar “morrendo na praia”.

Quer saber mais? Então leia os artigos abaixo:

Você sabe como vai ser o desktop do futuro?
Expand Virtual Desktops with VMware View
Desktop of the Future
Publicado por: wainertoni | 21/01/2010

O começo…

Bem vindos!

Começar a escrever sobre tecnologia não é uma tarefa fácil, nem mesmo para os que trabalham com ela todos os dias. As mudanças são tão frenéticas, que as notícias que pensamos ser novas muitas vezes já foram publicadas em outros sites, microblogs ou blogs pela internet a fora.

A intenção aqui não é sempre ser o primeiro a falar sobre algo, mais sim levar uma nova visão ou opinião sobre determinado assunto. Aprender e ensinar a outros profissionais da mesma área ou de outra qualquer.

Junte-se a mim nessa jornada ao conhecimento, contribuindo também com suas experiências. Comente, critique construtivamente e participe desse processo rico de construção do conhecimento. Afinal todo ditado popular tem um fundo de verdade e “duas cabeças pensam melhor que uma”, apesar da idéia do blog ser um pouco diferente, já que temos várias mentes interagindo e formando opnião sobre um determinado assunto.

O mais importante é saber que: A informação só se torna conhecimento quando é compartilhada, caso contrário de nada vale!

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